12o. Festival de Agility da ABRAFA
Com direito a show da Época e estréia da categoria iniciante, um resumo da primeira prova aberta de agility de 2002.
por Olívia Diniz

Um dia bonito, gente assistindo a prova até da calçada. De fato, as pessoas estavam com saudades do agility e pareciam dispostas a competir e assistir onde quer que fosse a prova, qualquer que fossem as condições do tempo. Desta vez, o evento ocorreu na ABRAFA, que ficou pequena para acomodar competidores e (principalmente) expectadores.


A categoria iniciante abriu o evento, deixando os expectadores confusos em relação às regras dessa nova categoria. O percurso foi muito bem montado pelo juiz Hélio de Lima, exigindo dos novos condutores apenas as técnicas básicas de condução. No entanto, o que se viu foi um julgamento não muito claro, muito tolerante (onde faltas de toque do condutor no cão não eram marcadas, por exemplo), deixando no ar várias questões em relação às regras e propósitos da nova categoria.

Mesmo assim, alguns cães completaram o percurso com êxito e mereceram seu lugar mais alto no podium. Foi o caso de Andréa com Dober (Rottweiller) na categoria standard e Rosa com Lia (Pastor de Shetland) na categoria mini. Esta última teve que justificar pelo menos uma dezena de vezes, para todos que estranharam a ausência da cadelinha na categoria avançada, que Lia ainda não fazia bem o slalom...

Em seguida foi iniciada a categoria avançado 1 (equivalente ao grau 1) e foi então que o show da equipe EPOCA começou...


Quando Alex entrou em pista com Tyller (Pastor de Shetland) fazendo sua estréia na categoria mini, a platéia já dava como certa (ou quase, para quem vinha acompanhando os treinos de Tyller) a vitória do garoto Gustavo com a pequena beagle Meg, que fizeram um percurso rápido, alegre e sem faltas. Mas o dia era mesmo da dupla da EPOCA, que deixou a platéia boquiaberta com a velocidade e com uma entrada perfeita no slalom ( um dos pontos críticos da pista). Juntando esses elementos às zonas de contato (inquestionáveis) e à ausência de faltas de percurso, a dupla cruzou o último salto já como campeã, deixando Gustavo e Meg na 2a. colocação.

Já na categoria standard (grau 1), o que se viu foram muitos cães desclassificados.


Ooooops!!!! Erramos o videoclip... este é o Vitor com a Lua!!! Mas vamos em frente...)

No entanto, a EPOCA havia reservado para esta prova também um coringa: Fábio, com o border collie Uno (dupla também estreante), mostrou uma condução limpa, contínua e veloz e, mesmo com uma falta de zona de contato na descida da passarela, conquistaram o primeiro lugar.  


Ainda nesta categoria, outra surpresa boa foi ver a Whippet Stacey com sua condutora Suzuki no podium. Para quem já havia assistido a alguma apresentação da dupla, a evolução foi evidente (principalmente nas zonas de contato e slalom), o que deixou todos muito contentes, afinal, não é qualquer dupla que tem a classe dessas duas...

Outra dupla que levantou a galera no grau 1 standard e por isso levou a Taça Show de Dupla Grau1 foi Aloha com Chú. Por um descuido no início do percurso, Chú perdeu o controle de Aloha, que foi desclassificada pelo juiz (num lance duvidoso) por abordar um obstáculo na ordem errada. Depois disso, Chú retomou a calma e o controle da Labradora e, literalmente, deu um show.

Quando começou finalmente o grau2 (avançado 2), a platéia logo percebeu que surpresas ainda viriam pela frente.

Logo na categoria mini, esbanjando ousadia, Tony faturou o 1o. lugar com a estreante (!!!!) Lia (Cocker Americano). Lia deixou para trás, em 3o. lugar, o próprio Buck (Cocker Americano), conduzido também por Tony e integrante da seleção brasileira que disputou o Campeonato Mundial de 2001 e a II Copa das Américas & Caribe.


Por fim, o evento foi fechado com chave de ouro com a vitória de Mauro e Maria Dolores na categoria standard grau2, com 5 pontos de falta (barra) e um tempo indecente. Se Alex mostrou para a platéia uma qualidade de Sheltie nunca vista no Brasil, com certeza Mauro e MD mostraram qual é a velocidade dos borders que formam a elite do agility brasileiro. Assim, deixaram a platéia atônita e gravaram o nome na Taça Bonsai de Los Robles, faltando apenas a Taça Show de Dupla que, numa decisão da organização, não foi dada a nenhum condutor do grau2...